segunda-feira, 7 de maio de 2018

DE NOVO...

Tanto tempo sem escrever.
O blog ficou sem ritmo. O inverno é uma estação preguiçosa para a escrita. Vou recomeçar com a esperança de chegar a mais leitores. Penso ter aprendido bastante com pesquisas a outros blogs. Os mais lidos têm temas um pouco diferentes dos que até agora escrevi. Vou procurar "ser lida" não só pelos  "de casa", mas chegar às cinquentonas e às quarentonas e, quiçá, às trintonas.
 
De manhã, ouço a RÁDIO COMERCIAL e hoje, no "Encher o bandulho", o tema era "comida que leva para a praia". O que me ri, pois tinha saído da nutricionista... desde bolo à fatia até às famosas "Titti" (delícia), passando pela "língua da sogra", tudo é permitido numa lancheira de praia. O que interessa mesmo é o dia estar soalheiro e a água a 20ºC (no mínimo). As ideias dos ouvintes eram  excêntricas: salsichas, batata cozida, torresmos, sushi !!!!!
Não tendo nada a ver, também hoje começaram as provas de aferição do 2º ano do ensino básico e constatei as dificuldades dos meus queridos alunos com autismo. Primeiro, perceber a dinâmica das mesmas no mesmo tempo útil "dos outros" e, segundo, a alteração das suas rotinas no seu dia tão estruturado. Difícil? Claro que sim. Mas, com carinho, foi um sucesso.
Não me consigo conformar com a eventual 3ª temporada de " A Casa de Papel". Acompanhei com especial entusiasmo a série espanhola, transmitindo esse entusiasmo a todos cá de casa. Falávamos do "professor", da "Tóquio" ou do "Denver" como de amigos comuns se tratassem. Mas, a meu ver, acabou. O assalto foi um sucesso e agora estão a gozar o dinheiro desviado. E esse dinheiro é para a vida. Acabou!! Como continuar o que está resolvido e arrumado? Será que vão imitar o "Ocean`s eleven"? e Twelve?

 
Um último apontamento: as sandálias, que se tornaram virais no Instagram por terem sido partilhadas pela blogger Julie Sariñana. São da ZARA e custam apenas 26€. Há em castanho e vermelho e são muito giras. Já pintaram as unhas? Vá lá, chegou o momento de mostrar os dedos dos pés.
 
 
 
 

sábado, 25 de novembro de 2017

BLACK FRIDAY?

No inicio da semana combinei jantar com uns amigos na sexta.feira. Na  quarta disseram que iam desmarcar pois tinham de  fazer compras de Natal e aproveitavam a Black Friday.
Apesar de a partir desse dia receber sms, mails e injeções de publicidade na rádio, não estava com a mínima vontade de me meter em confusões, ainda para mais com o que ouvimos: "Ah e tal, os comerciantes na semana anterior aumentam os preços e depois na sexta os descontos não são reais..."
E a sexta-feira é aquele dia de ir jantar fora ou ter amigos cá em casa ;  não me apetecia mais do que isso.
Mas eis que na quinta-feira "entra" pelo meu messenger um link da Vorwerk  que abri quase sem pensar... aí começou a minha Black Friday.
Sem saber bem como, comprei logo a nova Bimby, trocando a antiga. A campanha foi bastante apelativa.
Na sexta, estava eu no cabeleireiro,  entrou o marido da dona a mostrar a quantidade de gadgets que tinha comprado na FNAC a preços bem simpáticos. Comecei logo em desassossego. Mas não convenci o meu marido, que me disse logo que devia haver transito e os espaços de estacionamento estariam cheios. Depois ligou a Lena a dizer que estava muita gente nos centros comerciais e que à noite devia ser o caos. Pronto: fico em casa. Mas às 7 da tarde lá estava eu a sair, apanhei a Alexandra e, surpresa: encontramos lugar no piso -2. Bom presságio, pensei
A primeira paragem foi na KIKO. A campanha era muito apelativa: "compre 3, leve 6". Pois, o difícil foi escolher. Deixo aqui uma dica: experimentem o primer da Kiko. A pele fica muito lisa e  macia, bem  preparada para a maquilhagem
Na FNAC estava realmente muita gente e passamos para a ZARA. Tranquila. Talvez um pouco mais desarrumada do que durante a semana mas até a fila para pagar era curta. Tinha só 20% em todos os artigos que, psicologicamente não considerei nenhuma pechincha.  BERSKA era o local de "proibido entrar" pois as miúdas desarrumaram as bancadas todas e até havia roupa no chão. A LEWIS estava tranquila, até de mais e a MANGO tinha fila nos provadores mas tudo arrumadinho. A CAROL e a GUESS estavam "às moscas" . Já a STRADIVARIOUS estava cheia mas com muitos empregados disponíveis. Cansadas fomos jantar. Até arranjamos mesa!! Depois de 2l de água e a barriga cheia continuámos a nossa excursão. A WOMENS^S SECRET parecia ter sido pilhada. Mas na PEDRA DURA o atendimento não poderia ter sido mais personalizado. A LANIDOR tinha roupa com etiqueta a dizer "dobro o desconto". Essas peças tinham 50%. .  Já a H&M tinha na mesma os 2o% e o ar condicionado sem funcionar, o CORTEFIEL estava vazio. Confesso que não entrámos em PRIMARKs nem em NEW YORKERs ( se calhar estas com grandes confusões).
 Black Friday tranquila na Margem Sul, sem grandes pechinchas (pelo menos nos artigos que me interessavam) e bastante divertida. Acabei por pôr a conversa em dia e também o guarda roupa. Repito? Acho que não.
BOAS COMPRAS!
 
 



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A CULPA É DO BATON...

Quando comecei este blogue escrevia, escrevia todos os dias. A vontade de comunicar era tão grande que parecia que tinha uma rolha na boca e, de repente.  a tirei. Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de falar. Se, a princípio, tinha um diálogo com quem me seguia ( quer através do facebook, quer através de mensagens no próprio blogue )  a pouco e pouco foi escasseando. E, desanimei. E, chegou o verão. E, vieram as férias. E, veio a preguiça...
Agora é um novo ano ( os meus anos começam em setembro ), uma nova escola, novos desafios profissionais. O blogue ficou lá atrás. Queria um novo recomeço. Li umas 4 ou 5 "crónicas" publicadas e, se conseguir,  vou mudar a temática. Vou mesmo escrever  as crónicas de uma cinquentona. As coisas que mais gosto, as novidades do dia, as fofocas :) e também os assuntos sérios. Vamos lá seguir o FIFTY LÓ...

O vermelho está na moda. É a minha cor preferida. Vou apostar numas botas dessa cor. Já tenho um casaco com anos mas que vou recuperar e comprarei uns acessórios. Estive agora a ler que se deve usar e abusar do baton vermelho. E o truque para que os dentes pareçam mais brancos está na mistura dos compostos do baton: deve ter uma tonalidade azulada pois dá a ilusão de uns dentes mais brancos. Experimentemos. Parece que esta estação são os loucos anos 90. Acreditem em mim e esqueçam as escovas de enrolar e as horas passadas ao espelho pois o cabelo quer-se natural: lavar e "pôr ao luar".
Adoro saber estas pequenas dicas. Não uso baton vermelho e ainda tenho a mania de esticar o cabelo.
Com 50 e tal anos agarramo-nos a alguns hábitos que já não conseguimos deixar. Mas tentemos. É bom ser vaidosa na medida certa. E ser vaidosa não é gastar muito dinheiro em roupa...é só estar atenta.
Que bem que me soube partilhar isto convosco...
 Só mais outra coisa: conhecem a loja BYZZ?
Na revista Happy vem lá um vale de 25% de desconto na BYZZ ( só até ao fim do mês ). Aproveitem e comprem algo vermelho.

sábado, 23 de setembro de 2017

QUINTA MOURA

Chegamos!
- Olhem, o portão está pintado de novo - reparou o meu filho.
O carro passou pela gravilha da entrada e estacionou mesmo em frente à figueira. Figos pingo de mel  ( uma delicia ).
Ainda estávamos a abrir a porta já a Xana e o Carlos nos rodeavam o carro com sorrisos carregados de "boas vindas".
Abraços e beijos e matar saudades.
Respirei fundo e o cheiro da relva cortada acordou todos os meus sentidos. Olhei em volta: a piscina, as espreguiçadeiras, o espaço para ler e ouvir musica.
- Vamos, vamos - chamou a Xana.
Já nem entramos pela porta da frente. Nas traseiras,  uma mesa quadrada rodeada de tules para proteger das melgas de algumas noites ´mais quentes, esperava-nos.
Uma tábua de queijos, uma tábua de enchidos e de figos, vinhos do Douro e do Alentejo. E, nesta mesa tudo começa. A risada, as novidades, a boa disposição. A Xana trouxe lá de dentro uma parafernália de acepipes: favas com coentros, ovos com farinheira, quiche de espargos, húmus, lombo assado, cogumelos à brás...
A seguir ao almoço, que dura o tempo do nosso prazer,  eu retiro-me para as espreguiçadeiras da piscina carregada de revistas que a Xana se encarrega de me dar. O prazer daquela paz, daquele canto abençoado é inexplicável. A Xana aparece para dois dedos de conversa e o Carlos pergunta: "querem que ligue a música?"
Os burros ouvem-se ao longe e os cães da vizinhança parecem zangados. Mas é tudo: eu e a Natureza.
Os miúdos desaparecem para a sala de jogos.
....
E a QUINTA MOURA é isto e muito mais.
Sabem que tem 5 quartos com casa de banho, várias áreas de lazer e é perdido na Branca ( perto de Coruche)? A Xana e o Carlos alugam esta quinta. Espreitem no Instagram ou no Facebook e vão lá passar uns dias. De certeza que vão querer voltar.
 
 
 
 

domingo, 10 de setembro de 2017

TO ALL THE WOMEN

Faz de conta que hoje é dia 8. Não quero que o dia se repita só quero poder ir aquele blogue amigo e deixar este texto, no dia combinado.
Cumprir. 
Por isso faz de conta. 
E faz de conta também que tenho alguma coisa nova para dizer... (perdoem-me). 
Por aí vou lendo textos sobre educação, sobre formas mais acertadas e modernas de parentalidade, sobre instrução, sobre o papel das escolas, sobre o efeito de algumas negligências educativas, danos colaterais de tudo isto, etc.
Uns textos têm humor, outros são narcisistas, e há-os também sem esperança. Enfim... chamam-lhe rentrée e eu chamo-lhe falta de assunto. 
E por isso regresso a Hannah Arendt e com ela ao que me importa agora: o mal, a aceitação e o silêncio perante o mal.  É por aqui que o mundo anda, não é?
Leio-a com tanta intensidade que dou comigo a pensar que isso não é ingénuo, acontece porque talvez o que mais valorize na vida depois do AMOR, é o pensamento de algumas pessoas. As suas lógicas, abordagens, critérios, manifestações e expressões verbais. E depois, todo o movimento que isso provoca. Me provoca. Me movimenta e me desconstrói... Fico-lhes lá, deles. Dela, neste caso.
Admiro mulheres inteligentes, fortes, inteiras, humanas, com capacidade para amar, para mudar. Admiro por isso as minhas mulheres. Sim, falo das minha amigas. E já não aguento o medo que se tem de algumas palavras. "Por please", como diz uma amiga minha.
Ora, não é a amizade também uma forma de amor, mas sem carne.. sem sexo? 
Porque amar com tudo, com  o pacote completo: amo o meu namorado. 
Mas, o assunto aqui é outro. É sobre o poder no feminino. Não é o mesmo que ser feminista. "Por please," novamente. Eu gosto tanto de ser mulher que nunca poderia ser feminista, contudo jamais poderei negar a sua importância e contributo nas necessárias conquistas sociais que hoje quase temos. 
 E depois há o poder. O nosso poder. A quem o entregamos e quando e como o resgatamos? É isto. O poder sobre nós oferecido a alguém é talvez o mais complexo presente da atualidade. É que isso pode ser efémero. E mesmo em tempos de mudança como estes, isso manter-se-á eternamente efémero. 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

E TUDO AS FÉRIAS LEVOU...

Ausência não quer dizer abandono...
O final do ano letivo foi intenso, o tempo escasso e os projetos à volta sempre a acenar. Não querendo que isto constitua uma desculpa para não interagir convosco com estas crónicas que muito prazer me dão.  E porque hoje é o ultimo dia do mês, talvez seja o ideal para recomeçar.
As férias propriamente ditas dão-me imenso prazer. O estar perdida no tempo é realmente a melhor sensação de relax. Quando acordamos e perguntamos "que dia é hoje?" é dos momentos mais prazerosos. Estas férias não foram as férias da minha vida mas como me dizem à volta, o que interessa é ter saúde e sermos felizes. Fiz férias "cá dentro". Muita praia, como eu gosto, muita festa, muita saída com amigos.
E no prazer de estar com as pessoas que gostamos está, sem dúvida, o nosso alento e a sensação das baterias carregadas.
Amanhã é dia de mudança que eu acredito sempre ser o bom da vida. A vida sem mudanças não é vida.
Depois conto...

terça-feira, 8 de agosto de 2017

SOBRE UTILIDADE

 
E porque hoje é dia 8 de agosto, aqui está um texto da Maria Lauro de Almeida :
 
Um dia alguém me disse que há respostas que não se devem procurar.  Não por acordarem tabus, mas por serem perguntas companhia, perguntas abraço e grito que se partilham connosco enquanto crescemos e crescemos e crescemos...até sermos gigantes na imensidão. 
Eu que padeço de curiosidade crónica entendi....Na verdade, fingi entender.  
Ontem num jantar, este tema voltou para cima da mesa. Hoje partilho-o. Por isso, aqui ficam: 
Para que serve uma falsa amizade? 
Para que serve um traidor?
Para que serve um político corrupto?
Para que serve um advogado mal formado?
Para que serve um egocêntrico?
Para que serve a ausência de um pedido de desculpas?
Para que serve a estupidez? E a ignorância?
Para que serve o desamor?
Para que serve a negligência? E o medo?
Para que serve a negação da realidade? 
Para que serve a cobardia? 
Para que serve a dor? 
Para que serve o abuso? 
Para que serve a vida? 
Para que serves? 

Ah, eu gostava de servir para isto: 

sábado, 8 de julho de 2017

IT`S A BIG, BIG WORLD...

Mais um texto "top" da Maria:
 
"Este será o verão mais inteiro e disponível dos meus últimos tempos. Não tenho dúvidas. E como é que  eu sei isto? Sentindo-o. Muito do que sabemos funda-se no que sentimos, o resto é obra dos livros. 
 Para trás, porque a minha vida se organiza cronologicamente por anos letivos, fica um ano duro do ponto de vista emocional.
 Este ano aprendi, dizia eu, a construir novas fronteiras e a fazer muros mais altos afastando narcisistas e manipuladores. A tolerância deve ser bem aplicada. E talvez a tenha usado em demasia.
 Aprendi também  o perigo de estar perto de pessoas que fazem Gaslighting provocando dissonâncias cognitivas. Nada disto é para brincadeiras.  E que foi por isso que fiquei reativa e alérgica a qualquer forma de abuso verbal, mesmo que me tenham dito repetidas vezes que há contextos de discussão em que é legitimo ser-se " cabra, ordinária, puta, miserável, sopeira e burra de m####" entre outras coisas mais chocantes e malignas. 
Que receber emails ofensivos, sucessivas cartas registadas  pedir o que já se levou e mensagens abusivas, não é amor. Que não somos fracas nem desistentes porque não ficamos com narcisistas abusadores. Somos inteiras porque saímos. A coragem de perceber que o sonho é pesadelo é intensa.
Que estas pessoas tentam sempre virar o foco. 
Que o argumento, do tempo que se passou ali com essa pessoa desmontaria toda a lógica das queixas, virando de sentido a vergonha e retirando assim a nódoa ao agressor, não é válido. Estou em condições de explicar que nunca se fica com homens assim. 
Fica-se ou vai-se estando com a ilusão de que aquela pessoa tomará consciência, algures. 
Quem ama cuida. E cuidar não é vandalizar nem abusar emocionalmente. Ponto.  Que não, não sou vítima de um perverso narcisista, porque ser vitima significaria ter ficado ali, nele a esconder a tristeza e o abuso, numa vandalização sem limites. E eu não fiquei. Saí. 
 Que muitos livros depois, muitos jantares maravilhosos e muita gente nova, bonita de alma e coração, depois, eu estou livre. Talvez só quem tenha vivido uma relação abusiva entenda o sentido desta liberdade. Será qualquer coisa parecida com inaugurar uma nova democracia, mas funcional.
 E agora?
E agora estou leve e feliz e quero contar-vos que de cada dor nasceu um projeto. De cada traição surgiu uma história e aconteceu um livro lido, :) .Sinto-me uma biblioteca por isso.. :) . Que cada abuso trouxe um poder enorme de regeneração.
  Hoje o texto fica assim, mais simples, sem filtros e com menos encanto. 
E antes de terminar quero dizer-vos que entendo que a miséria humana deve ser olhada como uma miséria de valores e que por vezes o melhor a fazer é deixar cada um desses abusadores e manipuladores consigo próprios, eles são os seus infernos.
 Que a vida que se segue é sempre melhor e mais bonita, porque este ainda é um Big, Big world with Big, Big hearts. 
Boas férias:   https://youtu.be/IwBNY2xqSX8 "

terça-feira, 13 de junho de 2017

DENTES DE RATO

Quando fiz o meu curso de educadora de infância  não era ainda licenciatura. Depois, em 1999, abriu um "complemento de formação" para então ficar licenciada. As aulas eram às sextas e sábados depois de uma semana exaustiva de trabalho. Este enquadramento para dizer que tive uma professora de literatura infantil nessa altura, que era "top". O que aprendi com ela. Um dos livros obrigatórios nesta disciplina era "Dentes de rato" da Agustina Bessa-Luís. E, a propósito de dentes de rato lembro-me de uma pessoa que conheço e que outro dia me tentava falar ao coração... e senti-me a Agustina Bessa-Luís. Essa pessoa é má, mentirosa, mesquinha e projetei logo o livro e recuei 20 anos da minha vida no  diálogo em que perdi o meu tempo a ouvi-la (?).
Tudo isto para desabafar que as pessoas que estão connosco, que fazem parte da nossa vida pontualmente, não quer dizer que cá fiquem. Esta entrou, ficou mas já saiu.  E ficou porque me iludiu (ou melhor: desiludiu). Li algures que "somos como casas: às vezes há os que entram e veem  todas as fissuras e imperfeições e perante tal  fogem com medo que o teto caia e OUTROS ficam na esperança de um dia morarem em nós". E é isto! Uns ficam, outros saem pela porta que entraram.
 
 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

INVITATION

No dia 8 não poderia faltar um texto brilhante da Maria. Obrigada.
 
"O Verão  parece que já chegou e apesar disso este não é um texto sobre praias, banhos de sol e temperaturas altas. E isto era só para aquecer as palavras e fazer uma introdução. 
Na verdade, este é um texto sobre Gente. Gente que já vive dentro de cada um de nós e os Outros, os que ainda nos hão-de habitar. 
 Tenho o privilégio, já muitas vezes denunciado e acarinhado por mim, de ao longo da minha vida contactar com relativa proximidade, privar nalguns casos mesmo, com pessoas absolutamente extraordinárias.
  Falo de um sobrevivente do Holocausto e prémio Nobel da paz, de um ativista palestino e candidato também ele a um Nobel, de um poeta Andaluz e de um artista Sírio, a um cozinheiro doutorado Nepalês, de uma realizadora de causas humanitárias, de um tio de uma natureza extraordinariamente humana e de uma filha absoluta e inequivocamente generosa e inteligente que já faz parte, do alto dos seus 12 anos, de uma plataforma  internacional de intervenção social em causas humanitárias,  à senhora que todos os dias me vende um café com um sorriso meigo e doce apesar de ter perdido o filho recentemente.
 E outros.
 A Ana, a minha mais recente amiga que é intensa e genial, poderia ser escorpião e, na verdade, até é um bocado: tem um sentido de humor imprescindível  bem como uma paixão assolapada por Literatura. O Pedro, que me desmonta todos os problemas com um carinho e cuidado únicos e que no meu entender partilha do mesmo ADN metódico de Descartes. A Maria que é notável e profunda. O João que apesar de nos conhecermos ainda mal, gostamos dos mesmos caminhos... e, por fim, o Miguel. O Miguel é um caso à parte. Lê-nos. Eu acho que o Miguel percebe como  a vida faz futuros e aquelas ligações e equívocos e depois tem a voz mais bonita do mundo.  Adoro-o. Ele sabe-o e eu sei que ele sabe, que eu sei :) .
 Estou rodeada dos melhores. 
 Em todos eles cabe estrutura, dignidade, verdade, amor à vida e ao outro, sonhos, inteligência, eterna vontade de mudar, causa e consequência, ação e efeito. Respeito, honra e alegria. Amor. Abrigo e futuro. 
Juntamo-nos obrigatoriamente uma vez por semana.  São a minha tribo. Eu que tenho alma de nómada, que não consigo ficar aonde não sou feliz, nem aceitar o inaceitável sobre qualquer desculpa ou pretexto criei raízes, ali neles. Pertenço-lhes. 
E porque o mundo e a amizade têm que ser espaços abertos e disponíveis ao outro, convido-vos também a juntarem-se a nós. 
Sejam Bem Vindos!
Mas antes verifiquem se a vossa alma está inteira. Se o vosso coração está aberto. Se o vosso respeito próprio está ativo. Se o vosso sentido de humor está afinado. Se a vossa intolerância à maldade funciona. Se a vossa voz nunca se calará perante qualquer injustiça. Se sabem dar abraços e, por último, se gostam de um bom vinho tinto."   

 

terça-feira, 30 de maio de 2017

ASSOCIAÇÃO DE PARALISIA CEREBRAL

Odeio pessoas que passam o tempo a dizer que fazem, que são solidárias, que ajudam e, coitadas, não têm nada em troca.
Se é para ajudar é com o coração. Troca não se encaixa aqui.
Se dás não tens obrigatoriamente que receber.
Ainda hoje, passando pelo facebook, "li" alguém a fazer história de algo que fez aos sem abrigo. Parabéns! Mas para quê uma história tão grande de "eu sou a maior"?
Quando era miúda fascinavam-me aquelas pessoas que davam qualquer coisa, tipo 500 contos para ajudar na compra de um carro para um deficiente motor e pediam anonimato. Isso acontecia muito nos anos 70, na televisão. Bem hajam todos os que o fizeram sem se quererem identificar.
Não me querendo "publicitar" mas sim divulgar o evento deixo aqui o convite para uma venda que vou fazer no jardim da minha casa.
Vou vender as peças HEART ME e mais duas ou três pessoas quiseram-se juntar para vender os seus produtos.
E vamos ajudar a Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal que vive destes pequenas ações. 
Não alargo o texto, convido-vos a estarem presentes e a "espreitarem" esta associação   APCAS/
Muito obrigada                                                                                                                                   

segunda-feira, 15 de maio de 2017

"MAIS VALE SOZINHO...."

Um sábado em grande.
Portugal volta a ser conhecido depois dos Descobrimentos. Tempos de mudança? Desejamos que sim. Uma mudança positiva a todos os níveis porque, na verdade, somos pequenos mas GRANDES em tudo o que fazemos. Um VIVA  a PORTUGAL !

Hoje vou dar aqui um "lamiré" sobre relações que se transformam. Mas não consegui deixar de fazer a introdução ao nosso Portugal... Continuando:  já aqui escrevi várias vezes que, a meu ver, o horrível desta vida é uma doença e os que amamos estarem doentes."O resto" é ultrapassável...
Cheguei à fase em que os meus amigos estão em segundos casamentos e mesmo em terceiras, quartas relações. E os erros que cometem!!
Há aquele velho ditado que diz: " à primeira todos caem, à segunda só cai quem quer mas à terceira só se for parvo".
E é lamentável a quantidade de parvos. Pessoas que se deixam enlear em segundas, terceiras relações com homens e/ou mulheres que em nada os acrescentam, só os diminuem. Tenho muito perto um caso de ciúme doentio que leva a pessoa envolvia ao esgotamento. Ela mói-se de tristeza de enfado de tudo o que é negativo. O par não entende que essa pessoa com a idade que tem, tem que ter passado. Não é uma pessoa sem vida para trás... é uma pessoa carregada de vida, de memórias e de recordações das quais já fez o seu luto e decide apostar no outro. Mas o outro desgraça essa pessoa com o ciúme.
 Porque te sujeitas? O que te dão em troca? Companhia? Tens os teus amigos... Dinheiro? Não acredito (e mesmo que fosse, para quê? o dinheiro não nos compra a alma e o bem estar)...  Agarra-te ao "mais vale sozinho/a do que mal acompanhado/a" .
Para ti e para os outros que aqui se identificam só desejo o melhor (e o melhor não é o local onde estão). Pensem nisso!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

UNTITLED

E porque hoje é dia 8, a Maria deu-me este texto que tenho o privilégio de o deixar aqui no blog.
 
"Comecei a ler uma tese de doutoramento sobre inovação, liderança e criatividade. Serão estes os ingredientes existenciais mais procurados no futuro, constatam.   
Enquanto isto, tento manter o mesmo ritmo intenso de abordagem a quatro projetos que estou a desenvolver. Ao mesmo tempo a minha filha pergunta-me porque, no seu manual de história,  está escrito que Salazar foi um ditador  entre aspas e isto no preciso momento em que o nosso cão labrador resolve mudar a sua cama de sítio, fazendo-se ouvir além portas, afinal a proximidade ainda é tudo, ou muito desse tudo. Eles sabem-no.
Depois, respiro fundo e percebo que sou feliz assim: entre palavras, projetos e afetos genuínos.
Ontem foi o dia da mãe e o Facebook e o Instagram encheram-se de fotos e comentários de acordo. Está bem, creio. 
E eu lembrei-me o dia todo das Madres de La Plaza de Mayo, um movimento que começou com uma mulher, Azucena Villaflor que a 30 de abril de 1977 acompanhada de doze outras mulheres denunciaram o envolvimento do regime ditatorial no desaparecimento dos seus filhos. 
Hoje ainda por lá andam. São avós, são mães e criaram uma ONG. E eu adoro-as.
É isto, só pode ser isto que se comemora no dia da mãe: a nossa coragem perante os desafios. Perante as dúvidas, perante a dor e o medo. Também a nossa entrega por cima dessa dor. 
Há pouco tempo lidei com uma situação de bullying sobre a minha filha. Inqualificável a atitude de violação do espaço emocional, foi no entanto em colaboração com ela que decidimos dar uma resposta criativa, desenvolvendo em parceria um projeto anti-bullying que será uma plataforma virtual, não só com informação necessária, bem como revelará outras abordagens inovadoras. 
Mais do que o sucesso e a necessidade do projeto, é este dar mãos e encostar de almas que me faz mãe. Ensinar a minha filha a ser arquiteta das suas necessidades quando o resto do seu mundo falha na capacidades de resposta, construindo pontes em vez de  muros... deixa-me antever  um bom futuro...
Mudar, mudar até de defeitos é para mim essencial. 
Por isso este texto é para todas as mães e todos os pais que são mães e todas as pessoas que são assim como mães. 
Ah, obviamente que também me lembrei da minha mãe e da minha avó, mas isso vai ficar comigo desta vez."

sexta-feira, 5 de maio de 2017

ÉS TÓXICO?

Outro dia li um artigo sobre a toxicidade de algumas pessoas. E gostei, e concordei. Há pessoas tóxicas que se cruzam na nossa vida e depois há outras que, às vezes,  são tóxicas consoante as situações. 
Estas ultimas se calhar não são as verdadeiramente tóxicas, são as que têm alguma toxicidade que só transpira perante o ataque.
Se és tóxico és manipulador. Levas a agir de acordo com as tuas vontades? Sim? Não?
Se és tóxico estás-te a "borrifar" para o que é importante para os outros. Reages com felicidade à felicidade do outro? Achas sempre que és perfeito e os outros é que têm defeitos? Se és tóxico lealdade é uma palavra fora do dicionário.
És inconsistente? És tóxico. Ou o contrário: os tóxicos são inconsistentes. E agora chego ao ponto de pensar que conheço tanta gente tóxica!!!
Adiante... Adequas o teu comportamento conforme a pessoa com quem falas e mudas de atitude e de opinião de acordo com aquilo que queres que aconteça? És tóxico!
Criticas tudo o que os outros fazem e que deixam de fazer? Acreditas que nunca tens culpa e mentes para que os outros acreditem nas tuas mentiras? Mentir é feio! És tóxico.
Agora enfiem a carapuça: se és tóxico não assumes a responsabilidade dos teus próprios sentimentos. Ah pois é! Projetas os teus sentimentos nos outros e não assumes a responsabilidade daquilo que fazes. Tóxico!
Pedes desculpa? Ou não vês razão para o fazer pois a culpa é sempre dos outros? És sempre a vítima, certo? És tóxico!
Se és tóxico queres que os outros resolvam os teus problemas. Se és tóxico queres a simpatia dos outros e fazes uma grande encenação até obteres aquilo que queres.
Este artigo serviu para reconheceres algo? Ou não?
És tóxico? Não te aproximes.
Se não és tóxico não limites o teu tempo a conviver com quem não te acrescenta. A vida é para ser vivida sem poluentes.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

ÀS "GUGUS"...

Como sabem sou professora de Educação Especial. Este ano estou a trabalhar com crianças autistas numa unidade de ensino estruturado. Apesar de emocionalmente intenso este trabalho, sempre que observamos evoluções nestas crianças sentimos uma alegria imensa.
O autismo é uma perturbação ou transtorno que se caracteriza pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com autismo partilhem essas dificuldades, o seu estado afeta-as com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos ou podem ser mais subtis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.
Ao autismo pode estar associada  deficit cognitivo, dificuldades de coordenação motora e de atenção e, às vezes, as pessoas com autismo têm problemas de saúde física e podem apresentar outras condições como deficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia. Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão. Algumas pessoas com autismo podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária, como, por exemplo, tomar banho ou preparar a própria refeição. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.O autismo é uma condição permanente: a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo.
Estas pessoas, que merecem o nosso maior respeito e carinho, durante o seu percurso académico, estão nas escolas onde se faz a sua inclusão tanto em sala de aula como nas atividades com as outras crianças/jovens. Desde 2008 que foram criados espaços, em escolas de referência, onde estes alunos têm apoio. Consoante o seu perfil assim estão mais ou menos tempo em sala de aula e os outros tempos na tal unidade onde me encontro  (assim como centenas de outros colegas por este país fora).
Hoje queria aqui deixar a minha admiração e apreço a todas as assistentes operacionais que trabalham connosco. Elas são o grande pilar destes espaços. Conhecem-nos melhor do que qualquer outro, ajudam-nos, acarinham-nos. dão recados, falam com os pais, opinam de forma isenta ( muitas vezes vêm coisas que nós não vemos), estão sempre presentes e prontas para ajudar. Muitas vezes são até as nossas psicólogas.  A minha é isto tudo e muito mais. É o meu braço, perna, pé direito. Tenho muita sorte.
A todas as GUGUS deste país o meu bem haja!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

ORGANIZAÇÃO

Deixo hoje aqui um elogio ao meu marido. Ao longo destes anos de partilha e de vida ensinou-me o que é organização. E, como ele diz, só os preguiçosos são organizados pois, ser desorganizado dá muito trabalho.
Nestas semanas de obras foi sempre ele que orientou o que era hoje, agora, amanhã para fazer e tudo se fez com método.
Antes de o conhecer não tinha noção de que não era organizada. Também a vida corria de outra forma. Mas, concluo que se formos organizados temos tempo para tudo.
Alguns exemplos práticos da nossa vida (somos 4 e estamos sempre em família):
- Faço ementas semanais ( só no domingo à noite é que penso na semana toda o que vai evitar chegar a casa ao fim do dia e não saber o que fazer para o jantar );
- Faço jantar a contar com 5 para emergências (um filho afinal almoça no outro dia... eu vou a casa ..);
- As compras de supermercado são semanais tendo em conta a ementa (esta dica dá para poupar também);
- Divisão de tarefas ( cada um tem as suas tarefas e o trabalho é partilhado: tirar loiça da máquina, pôr a mesa, fazer as camas, despejar o lixo...) ;
- A roupa suja está dividida em duas tulhas: uma de roupa clara, outra de roupa escura. Assim pode ser qualquer um a colocar a roupa na máquina sem "perigo";
- Quem desarruma, arruma o que desarrumou;
- Mochilas, roupas, casacos tudo organizado de véspera;
- Telemóveis, computadores e afins são carregados durante a noite para não "ficarem sem bateria" durante o dia nem andarem com carregadores atrás;
- Se amanhã tenho de ir ao dentista e hoje ao supermercado junto tudo num único dia: poupo tempo e dinheiro;
- A partir das 22h deixo de "ser mãe".  É o meu tempo.
Mas a minha casa não tem tudo arrumadinho: longe disso. É uma casa com vida, com cantos desarrumados, com gavetas desorganizadas.  Nunca deixei de sair porque tinha de arrumar isto ou fazer a limpeza aquilo.
Fica a dica e votos de bom fim de semana.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

GRAÇA

Voltei. Depois de várias semanas de obras e de caos, a pouco e pouco chega a organização.
Já tinha saudades.
Dizem que é nos momentos de aflição que se reconhecem os amigos. Não. Reconhecem-se sempre só que alguns revelam-se.
Há pessoas assim e assado. Há pessoas que para se tornarem melhores, inteiras, têm de passar por vicissitudes.
Hoje estava a pensar nisso e  numa pessoa que realmente vai crescendo no meu coração.
 
" Há pessoas com graça.
Depois, há as pessoas que parecem não ter graça mas com o tempo lhe apreciamos a graça.
 
Pois eu conheço uma Graça que, parecia não ter graça. e que se tem revelado alguém com muita graça.
Tem uma personalidade marcante e tem a sua graça que dá muita graça ao que é. Só gosta de quem gosta e não faz fretes. Não critica, ou melhor, critica com um sorriso. É raro aborrecer-se: retira-se.
Há quem a ame e há quem a odeie mas ninguém lhe fica indiferente
A forma como vê a vida dá-nos que pensar.
Vive intensamente o seu dia,  com uma calma que acaba por irritar quem não a tem.
E é assim, a Graça com quem eu engracei. Um beijo, Graça."

terça-feira, 11 de abril de 2017

UMA PORTA. DUAS PORTAS.

Este texto deveria ter sido publicado no dia 8 de abril. Foi o que prometi. A Maria escreve para mim, para vocês aqui, no dia 8.
Mas, problemas técnicos atrasaram esta publicação. Ainda vamos a tempo...
Boas leituras.
 
A vida deveria ter uma saída de emergência quando tudo se complica, disse-me. Seria mais fácil viver. E ainda acrescentou: ou estão comigo ou contra mim.
Sinto um vazio invadir-me. Como se eu vivesse num planeta diferente do daquele ser. Respirei fundo e deixei-o ir embora.
Fiquei a pensar nisto.
Lembrei-me de Ellie Wiesel e das nossas conversas.  Porque é que eu nunca ouvira algo semelhante de um sobrevivente do Holocausto? Depois, ainda recordei um ator palestino, encenador e ativista politico morto prematuramente.  Assassinado.
Juliano Mer-Khamis,  era o seu nome. Juliano pedia justiça. As suas palavras carregavam vida e futuro e esperança e alegria. Usou a arte para construir pontes e criar soluções. Juliano nunca tentou uma saída de emergência. Ou talvez a esperança em si mesma, tivesse essa representação material para ele.
 E Ellie Wiesel: sem sombra de dúvida que era isso mesmo. A esperança nestes Homens, mais do que  facilidade da vida, que não era perseguida por nenhum deles, representava o motivo das suas existências.  
 E aquela escola de ballet na palestina que ficou destruída nos bombardeamentos e passou a funcionar ao ar livre, entre os escombros e nos intervalos das bombas. E as meninas ali vestidas, a rigor, um rigor dentro do possível, porque nem todos os sonhos morrem quando morrem os homens...
Como seria possível aquele homem dizer aquilo? Que poucochinho tinha ele dentro de si. Que grande vazio humano, ele era. Que cansaço.
Sobre a facilidade da vida é preciso lembrar que não são tempos para isso. Estes são tempos de ação. pedem-nos consciência, amor, do verdadeiro claro, integridade, humanidade. Nada de narcisismos. Nada de eu, comigo e para mim... Esqueçam isso e façam-se maiores.
Ah, voltei atrás e respondi-lhe citando de memória o discurso de Nelson Mandela à equipa de rugby da África do Sul:
" Agradeço aos Deuses que possam existir a natureza indomável da minha alma.
   Sou o senhor do meu destino. O comandante da minha vida. "
e ainda lhe disse: se queres uma saída de emergência, faz-te arquiteto da esperança ou então vai à m####.
É isto. Foi isto que me inspirou, hoje.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

HEART ME

❤Gosto muito de bijuteria e há uns anos comecei a enfiar umas missangas, a fazer uns colares e vendia aqui e ali... As peças foram-se acumulando porque fiquei sem tempo para tanto colar, tanta pulseira. Entretanto, há dois anos, a Ana desafiou-me para recomeçar "à séria" este negócio. Lá pusemos mãos ao trabalho. E foi engraçado. Alturas houve em que o trabalho era imenso e noutras alturas era zero. Agora estou outra vez sozinha e lá vou caminhando ao meu ritmo. Felizmente tenho toda uma rede de amigos que ajuda nas vendas e na divulgação. Depois tenho as minhas sobrinhas a fazerem de modelitos e a Sofia a tirar fotos.
Um agradecimento público a quem me ajuda.
SOMEONES PHOTOS (clique no nome) e não deixem de visitar o HEART ME (clique no nome). Um beijo do coração à Joana ❤

Em jeito de publicidade aqui ficam algumas fotos das novidades:
Toalha de praia e t.shirt ANANASES
 
T-shirt corações e lantejoulas/ pulseiras contas madeira
Alcofa TROPICAL/ T-shirt TROPICAL
Saco de praia e toalha PEIXES
 
 
 

sábado, 1 de abril de 2017

AMIGOS

Ontem no facebook a Fernanda publicou esta imagem:
Apesar de andar a mil por causa das obras e nem ter tempo " para me coçar" fiquei a pensar nisto, que discordo...

 Não tenho quase família direta: o meu pai era filho único, a minha mãe tinha vários irmãos mas a viverem longe, mesmo no estrangeiro. Primos tenho uns tantos mas muito mais novos. .A Raquel é com quem eu mais me dou. Claro que tenho os meus filhos e o meu marido (também ele filho único) , o meu irmão e as minhas sobrinhas.
Mas, tudo isto para dizer que "tirando" esta família são os amigos que me dão alento para quase tudo na minha vida. Tenho a certeza que os meus amigos são na verdade meus amigos. , Felizmente, tenho bastantes e não me desiludem. Os que aparecem um verão ou uma primavera, que vão e vêm, são os conhecidos com quem passo alguns bons momentos mas que nem entram no meu coração: passam só pela minha vida.
Amigo é tão importante como marido: está cá para os bons e maus momentos, para quando ris e quando choras, para te abraçar e dar colo ou para te apontar onde erraste.
Amigo é para sempre. Amigo não me desilude. Amigo é aquele que mesmo sem tempo tem tempo para mim. Amigo é aquele que nunca se esquece mesmo quando a vida muda. Amigo é a gargalhada, a farra, o fim de semana, as férias. Amigo é quem nos aquece o coração.
Este blog tem sido construído com amigos. Faço questão de falar de todos, com o nome explicito, ou não ( porque ser amigo é respeitar os gostos de cada um) . E já falei de alguns e vou prosseguir falando de outros.
Os amigos são realmente a família que escolhemos.