quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A CULPA É DO BATON...

Quando comecei este blogue escrevia, escrevia todos os dias. A vontade de comunicar era tão grande que parecia que tinha uma rolha na boca e, de repente.  a tirei. Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de falar. Se, a princípio, tinha um diálogo com quem me seguia ( quer através do facebook, quer através de mensagens no próprio blogue )  a pouco e pouco foi escasseando. E, desanimei. E, chegou o verão. E, vieram as férias. E, veio a preguiça...
Agora é um novo ano ( os meus anos começam em setembro ), uma nova escola, novos desafios profissionais. O blogue ficou lá atrás. Queria um novo recomeço. Li umas 4 ou 5 "crónicas" publicadas e, se conseguir,  vou mudar a temática. Vou mesmo escrever  as crónicas de uma cinquentona. As coisas que mais gosto, as novidades do dia, as fofocas :) e também os assuntos sérios. Vamos lá seguir o FIFTY LÓ...

O vermelho está na moda. É a minha cor preferida. Vou apostar numas botas dessa cor. Já tenho um casaco com anos mas que vou recuperar e comprarei uns acessórios. Estive agora a ler que se deve usar e abusar do baton vermelho. E o truque para que os dentes pareçam mais brancos está na mistura dos compostos do baton: deve ter uma tonalidade azulada pois dá a ilusão de uns dentes mais brancos. Experimentemos. Parece que esta estação são os loucos anos 90. Acreditem em mim e esqueçam as escovas de enrolar e as horas passadas ao espelho pois o cabelo quer-se natural: lavar e "pôr ao luar".
Adoro saber estas pequenas dicas. Não uso baton vermelho e ainda tenho a mania de esticar o cabelo.
Com 50 e tal anos agarramo-nos a alguns hábitos que já não conseguimos deixar. Mas tentemos. É bom ser vaidosa na medida certa. E ser vaidosa não é gastar muito dinheiro em roupa...é só estar atenta.
Que bem que me soube partilhar isto convosco...
 Só mais outra coisa: conhecem a loja BYZZ?
Na revista Happy vem lá um vale de 25% de desconto na BYZZ ( só até ao fim do mês ). Aproveitem e comprem algo vermelho.

sábado, 23 de setembro de 2017

QUINTA MOURA

Chegamos!
- Olhem, o portão está pintado de novo - reparou o meu filho.
O carro passou pela gravilha da entrada e estacionou mesmo em frente à figueira. Figos pingo de mel  ( uma delicia ).
Ainda estávamos a abrir a porta já a Xana e o Carlos nos rodeavam o carro com sorrisos carregados de "boas vindas".
Abraços e beijos e matar saudades.
Respirei fundo e o cheiro da relva cortada acordou todos os meus sentidos. Olhei em volta: a piscina, as espreguiçadeiras, o espaço para ler e ouvir musica.
- Vamos, vamos - chamou a Xana.
Já nem entramos pela porta da frente. Nas traseiras,  uma mesa quadrada rodeada de tules para proteger das melgas de algumas noites ´mais quentes, esperava-nos.
Uma tábua de queijos, uma tábua de enchidos e de figos, vinhos do Douro e do Alentejo. E, nesta mesa tudo começa. A risada, as novidades, a boa disposição. A Xana trouxe lá de dentro uma parafernália de acepipes: favas com coentros, ovos com farinheira, quiche de espargos, húmus, lombo assado, cogumelos à brás...
A seguir ao almoço, que dura o tempo do nosso prazer,  eu retiro-me para as espreguiçadeiras da piscina carregada de revistas que a Xana se encarrega de me dar. O prazer daquela paz, daquele canto abençoado é inexplicável. A Xana aparece para dois dedos de conversa e o Carlos pergunta: "querem que ligue a música?"
Os burros ouvem-se ao longe e os cães da vizinhança parecem zangados. Mas é tudo: eu e a Natureza.
Os miúdos desaparecem para a sala de jogos.
....
E a QUINTA MOURA é isto e muito mais.
Sabem que tem 5 quartos com casa de banho, várias áreas de lazer e é perdido na Branca ( perto de Coruche)? A Xana e o Carlos alugam esta quinta. Espreitem no Instagram ou no Facebook e vão lá passar uns dias. De certeza que vão querer voltar.
 
 
 
 

domingo, 10 de setembro de 2017

TO ALL THE WOMEN

Faz de conta que hoje é dia 8. Não quero que o dia se repita só quero poder ir aquele blogue amigo e deixar este texto, no dia combinado.
Cumprir. 
Por isso faz de conta. 
E faz de conta também que tenho alguma coisa nova para dizer... (perdoem-me). 
Por aí vou lendo textos sobre educação, sobre formas mais acertadas e modernas de parentalidade, sobre instrução, sobre o papel das escolas, sobre o efeito de algumas negligências educativas, danos colaterais de tudo isto, etc.
Uns textos têm humor, outros são narcisistas, e há-os também sem esperança. Enfim... chamam-lhe rentrée e eu chamo-lhe falta de assunto. 
E por isso regresso a Hannah Arendt e com ela ao que me importa agora: o mal, a aceitação e o silêncio perante o mal.  É por aqui que o mundo anda, não é?
Leio-a com tanta intensidade que dou comigo a pensar que isso não é ingénuo, acontece porque talvez o que mais valorize na vida depois do AMOR, é o pensamento de algumas pessoas. As suas lógicas, abordagens, critérios, manifestações e expressões verbais. E depois, todo o movimento que isso provoca. Me provoca. Me movimenta e me desconstrói... Fico-lhes lá, deles. Dela, neste caso.
Admiro mulheres inteligentes, fortes, inteiras, humanas, com capacidade para amar, para mudar. Admiro por isso as minhas mulheres. Sim, falo das minha amigas. E já não aguento o medo que se tem de algumas palavras. "Por please", como diz uma amiga minha.
Ora, não é a amizade também uma forma de amor, mas sem carne.. sem sexo? 
Porque amar com tudo, com  o pacote completo: amo o meu namorado. 
Mas, o assunto aqui é outro. É sobre o poder no feminino. Não é o mesmo que ser feminista. "Por please," novamente. Eu gosto tanto de ser mulher que nunca poderia ser feminista, contudo jamais poderei negar a sua importância e contributo nas necessárias conquistas sociais que hoje quase temos. 
 E depois há o poder. O nosso poder. A quem o entregamos e quando e como o resgatamos? É isto. O poder sobre nós oferecido a alguém é talvez o mais complexo presente da atualidade. É que isso pode ser efémero. E mesmo em tempos de mudança como estes, isso manter-se-á eternamente efémero. 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

E TUDO AS FÉRIAS LEVOU...

Ausência não quer dizer abandono...
O final do ano letivo foi intenso, o tempo escasso e os projetos à volta sempre a acenar. Não querendo que isto constitua uma desculpa para não interagir convosco com estas crónicas que muito prazer me dão.  E porque hoje é o ultimo dia do mês, talvez seja o ideal para recomeçar.
As férias propriamente ditas dão-me imenso prazer. O estar perdida no tempo é realmente a melhor sensação de relax. Quando acordamos e perguntamos "que dia é hoje?" é dos momentos mais prazerosos. Estas férias não foram as férias da minha vida mas como me dizem à volta, o que interessa é ter saúde e sermos felizes. Fiz férias "cá dentro". Muita praia, como eu gosto, muita festa, muita saída com amigos.
E no prazer de estar com as pessoas que gostamos está, sem dúvida, o nosso alento e a sensação das baterias carregadas.
Amanhã é dia de mudança que eu acredito sempre ser o bom da vida. A vida sem mudanças não é vida.
Depois conto...

terça-feira, 8 de agosto de 2017

SOBRE UTILIDADE

 
E porque hoje é dia 8 de agosto, aqui está um texto da Maria Lauro de Almeida :
 
Um dia alguém me disse que há respostas que não se devem procurar.  Não por acordarem tabus, mas por serem perguntas companhia, perguntas abraço e grito que se partilham connosco enquanto crescemos e crescemos e crescemos...até sermos gigantes na imensidão. 
Eu que padeço de curiosidade crónica entendi....Na verdade, fingi entender.  
Ontem num jantar, este tema voltou para cima da mesa. Hoje partilho-o. Por isso, aqui ficam: 
Para que serve uma falsa amizade? 
Para que serve um traidor?
Para que serve um político corrupto?
Para que serve um advogado mal formado?
Para que serve um egocêntrico?
Para que serve a ausência de um pedido de desculpas?
Para que serve a estupidez? E a ignorância?
Para que serve o desamor?
Para que serve a negligência? E o medo?
Para que serve a negação da realidade? 
Para que serve a cobardia? 
Para que serve a dor? 
Para que serve o abuso? 
Para que serve a vida? 
Para que serves? 

Ah, eu gostava de servir para isto: 

sábado, 8 de julho de 2017

IT`S A BIG, BIG WORLD...

Mais um texto "top" da Maria:
 
"Este será o verão mais inteiro e disponível dos meus últimos tempos. Não tenho dúvidas. E como é que  eu sei isto? Sentindo-o. Muito do que sabemos funda-se no que sentimos, o resto é obra dos livros. 
 Para trás, porque a minha vida se organiza cronologicamente por anos letivos, fica um ano duro do ponto de vista emocional.
 Este ano aprendi, dizia eu, a construir novas fronteiras e a fazer muros mais altos afastando narcisistas e manipuladores. A tolerância deve ser bem aplicada. E talvez a tenha usado em demasia.
 Aprendi também  o perigo de estar perto de pessoas que fazem Gaslighting provocando dissonâncias cognitivas. Nada disto é para brincadeiras.  E que foi por isso que fiquei reativa e alérgica a qualquer forma de abuso verbal, mesmo que me tenham dito repetidas vezes que há contextos de discussão em que é legitimo ser-se " cabra, ordinária, puta, miserável, sopeira e burra de m####" entre outras coisas mais chocantes e malignas. 
Que receber emails ofensivos, sucessivas cartas registadas  pedir o que já se levou e mensagens abusivas, não é amor. Que não somos fracas nem desistentes porque não ficamos com narcisistas abusadores. Somos inteiras porque saímos. A coragem de perceber que o sonho é pesadelo é intensa.
Que estas pessoas tentam sempre virar o foco. 
Que o argumento, do tempo que se passou ali com essa pessoa desmontaria toda a lógica das queixas, virando de sentido a vergonha e retirando assim a nódoa ao agressor, não é válido. Estou em condições de explicar que nunca se fica com homens assim. 
Fica-se ou vai-se estando com a ilusão de que aquela pessoa tomará consciência, algures. 
Quem ama cuida. E cuidar não é vandalizar nem abusar emocionalmente. Ponto.  Que não, não sou vítima de um perverso narcisista, porque ser vitima significaria ter ficado ali, nele a esconder a tristeza e o abuso, numa vandalização sem limites. E eu não fiquei. Saí. 
 Que muitos livros depois, muitos jantares maravilhosos e muita gente nova, bonita de alma e coração, depois, eu estou livre. Talvez só quem tenha vivido uma relação abusiva entenda o sentido desta liberdade. Será qualquer coisa parecida com inaugurar uma nova democracia, mas funcional.
 E agora?
E agora estou leve e feliz e quero contar-vos que de cada dor nasceu um projeto. De cada traição surgiu uma história e aconteceu um livro lido, :) .Sinto-me uma biblioteca por isso.. :) . Que cada abuso trouxe um poder enorme de regeneração.
  Hoje o texto fica assim, mais simples, sem filtros e com menos encanto. 
E antes de terminar quero dizer-vos que entendo que a miséria humana deve ser olhada como uma miséria de valores e que por vezes o melhor a fazer é deixar cada um desses abusadores e manipuladores consigo próprios, eles são os seus infernos.
 Que a vida que se segue é sempre melhor e mais bonita, porque este ainda é um Big, Big world with Big, Big hearts. 
Boas férias:   https://youtu.be/IwBNY2xqSX8 "

terça-feira, 13 de junho de 2017

DENTES DE RATO

Quando fiz o meu curso de educadora de infância  não era ainda licenciatura. Depois, em 1999, abriu um "complemento de formação" para então ficar licenciada. As aulas eram às sextas e sábados depois de uma semana exaustiva de trabalho. Este enquadramento para dizer que tive uma professora de literatura infantil nessa altura, que era "top". O que aprendi com ela. Um dos livros obrigatórios nesta disciplina era "Dentes de rato" da Agustina Bessa-Luís. E, a propósito de dentes de rato lembro-me de uma pessoa que conheço e que outro dia me tentava falar ao coração... e senti-me a Agustina Bessa-Luís. Essa pessoa é má, mentirosa, mesquinha e projetei logo o livro e recuei 20 anos da minha vida no  diálogo em que perdi o meu tempo a ouvi-la (?).
Tudo isto para desabafar que as pessoas que estão connosco, que fazem parte da nossa vida pontualmente, não quer dizer que cá fiquem. Esta entrou, ficou mas já saiu.  E ficou porque me iludiu (ou melhor: desiludiu). Li algures que "somos como casas: às vezes há os que entram e veem  todas as fissuras e imperfeições e perante tal  fogem com medo que o teto caia e OUTROS ficam na esperança de um dia morarem em nós". E é isto! Uns ficam, outros saem pela porta que entraram.